Caminho devagar, pois não há pressa
E nem há destino
Pelas ruas, sigo sem nada ver
As lágrimas não deixam
Rolam pela face, sem piedade
Mente vazia, pensamento lento
Tentando aceitar o que se tornou realidade
E entender o que não foi explicado
As luzes me confundem mais
E os ruídos me enlouquecem
O vento me incomoda
Até o ar me falta
E até ontem eu sorria
Tudo era encanto, era festa
E hoje desperto com meu mundo desmoronado
Que não reconheço, que não é meu
Como prosseguir, não sei
E nem sei se conseguirei
Juntar os pedaços que restaram de mim
E eu, que não acredito em milagres
Como sobreviver, como seguir
Então sigo pela noite escura
Crendo apenas que enlouqueci
Ou que realmente eu morri ....
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